17 Jun 5 erros comuns na correção do solo
Corrigir o solo é essencial para garantir uma boa produção. Mas, por mais bem intencionadas que sejam, algumas decisões podem acabar por prejudicar o solo em vez de o melhorar. Pequenos erros, muitas vezes por falta de informação ou hábito, podem afetar a fertilidade, o crescimento das plantas e até o rendimento das culturas.
Neste artigo, mostramos-te cinco erros frequentes na correção do solo e damos sugestões simples para os evitares.
1. Corrigir o solo sem fazer análise
É muito comum aplicar corretivos sem saber realmente do que o solo precisa. Fazer “a olho” pode parecer uma solução rápida, mas é um risco. Cada solo tem as suas caraterísticas, e sem uma análise laboratorial, não se sabe ao certo se está ácido, desequilibrado ou carente de nutrientes.
Como evitar: Faça uma análise química do solo numa entidade credenciada. Com esse resultado na mão, é possível escolher o corretivo certo, na dose certa.
2. Escolher o corretivo errado
Há diferentes tipos de corretivos: uns são ricos em cálcio, outros em magnésio, alguns atuam mais depressa, outros mais lentamente. Um erro comum é aplicar calcário quando, na verdade, o solo precisava de algo mais equilibrado — como dolomite, por exemplo.
Como evitar: Informa-se sobre os diferentes produtos disponíveis. Por exemplo, o Biocal Composto contém cálcio e magnésio, enquanto o Biocal CaCO₃ é ideal para neutralizar acidez. O importante é adequar o corretivo ao resultado da análise.
3. Aplicar demasiado tarde
A correção do solo não é instantânea. Muitos produtos precisam de tempo para atuar e ajustar o pH ou libertar nutrientes. Se forem aplicados já com a cultura no terreno, o efeito pode não chegar a tempo e a produção pode ressentir-se.
Como evitar: Aplique os corretivos com antecedência, idealmente no outono ou final do inverno, dependendo da cultura. Isso dá tempo ao solo para se equilibrar.
4. Não incorporar o corretivo
Espalhar o corretivo e deixá-lo à superfície reduz a sua eficácia. É preciso misturar o produto com a terra para que chegue às raízes, onde vai realmente fazer diferença.
Como evitar: Após a aplicação, faz uma mobilização ligeira do solo (como gradagem ou lavoura superficial) para incorporar bem o corretivo.
5. Usar produtos de fraca qualidade
Por vezes, tenta-se poupar escolhendo o produto mais barato. Mas se o corretivo tiver partículas grandes ou baixa reatividade, pode demorar demasiado a atuar, ou nem fazer efeito.
Como evitar: Opte por corretivos com qualidade garantida. O Biocal Micro, por exemplo, é composto por micropartículas de carbonato de cálcio, permitindo uma ação rápida e eficaz na correção do pH.
Evitar estes erros não exige grandes mudanças, apenas informação, planeamento e atenção à qualidade dos produtos utilizados. Com boas práticas, o solo mantém-se saudável, as plantas crescem com mais força e os resultados são visíveis, tanto na produção como na sustentabilidade a longo prazo.
A Biocal disponibiliza uma gama de corretivos agrícolas adaptados às várias necessidades dos solos portugueses. Seja para equilibrar o pH, fornecer cálcio ou magnésio, ou garantir uma ação mais rápida, temos soluções técnicas ao serviço de uma agricultura mais eficiente e sustentável.