26 Mai Vamos falar sobre a agricultura regenerativa?
O solo está cada vez mais desgastado. As estações mudaram. As colheitas ressentem-se, e os agricultores também. Perante um cenário de alterações climáticas e degradação dos solos, muitos produtores em Portugal estão à procura de soluções. Uma delas é a agricultura regenerativa.
Mais do que uma tendência, trata-se de uma forma de trabalhar com a terra, e não contra ela. A agricultura regenerativa não visa apenas manter o que existe, mas recuperar, enriquecer e devolver vida ao solo. Produzindo com mais equilíbrio, menos impacto e melhores resultados.
Plantio Direto
Uma das práticas mais eficazes e acessíveis é o plantio direto (ou sementeira direta): consiste em semear diretamente sobre os resíduos da cultura anterior, evitando lavrar a terra. Esta técnica protege o solo da erosão, ajuda a reter a humidade, especialmente importante em zonas mais secas como o Alentejo e estimula o aumento da matéria orgânica.
Para o agricultor, os benefícios são claros: menos consumo de combustível, menos desgaste das máquinas e solos mais saudáveis a médio e longo prazo.
Compostagem
Todos os produtores geram resíduos: restos de culturas, estrume, podas, entre outros. Com a compostagem, esses materiais tornam-se um fertilizante natural, rico em nutrientes, feito no próprio terreno e com baixo custo.
Este composto devolve ao solo o que foi retirado, reduzindo a dependência de adubos químicos e melhorando a estrutura e fertilidade do terreno.
Rotação de culturas
A rotação de culturas é outro pilar da agricultura regenerativa. Alternar espécies como cereais, leguminosas ou hortícolas, quebra ciclos de pragas e doenças, melhora a estrutura do solo e permite uma utilização mais equilibrada dos nutrientes.
É uma técnica com séculos de tradição, mas cada vez mais valorizada pela sua simplicidade e impacto positivo.
Ao contrário do que se possa pensar, regenerar também é rentável. A médio prazo, reduz os custos e aumenta a resiliência da produção.
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